28/04/2009 - Luiz Kunimatsu – Japão / Marcos Bonfim – Brasil

 

P.Quais os cuidados e vacinas que devo usar nos suínos e nos funcionários, nesta fase do surto de gripe suína.

Resposta:

GRIPE SUÍNA. 28 de Abril de 2.009

Um surto de gripe suína infectou humanos no México e nos Estados Unidos e já matou 157 pessoas no território mexicano, confirmaram nestes últimos dias as autoridades médicas internacionais.

Devemos enfatizar, que primeiramente a GRIPE SUINA, equivocadamente assim chamada, neste caso deveríamos chamar de  “ GRIPE MEXICANA “  e que em algum momento, a recombinação de vírus de influenza suína, associada a gripe aviária, e gripe humana, contaminou uma  pessoa, e que os casos agora suspeitos e confirmados foram de contaminação de pessoas para pessoas. A recomendação é evitar aglomerações, manter praticas de higiene e alimentação sadia.

 
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) analisou amostras do vírus H1N1 de alguns pacientes e disse se tratar de uma mistura jamais vista entre vírus que atacam suínos, aves e humanos.
Nova Zelândia, Guatemala, Canadá, Escócia, Estados Unidos e  França;  já tem casos suspeitos, e Espanha confirmou ontem as 13 horas; a primeira morte.

Gripe Suína:  Entenda o que é a doença e quais seus riscos.

O que é a gripe suína?
Uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes.
Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2. Surtos da enfermidade são comuns, mas raramente causam mortes nos animais.
A gripe tende a se propagar mais durante o outono e o inverno, mas são registrados casos durante o ano inteiro.Existem vários tipos de gripe suína e, assim como acontece no caso da gripe humana, o vírus causador da doença se modifica constantemente.

Os humanos podem contrair a gripe suína?
Normalmente não, mas no passado foram registrados casos em pessoas que tiveram contato próximo com porcos.
Mais raros ainda ERAM; os casos documentados de contágio de pessoa para pessoa. A contaminação ocorre da mesma forma que a gripe comum, por meio de perdigotos lançados na tosse e espirros. No caso da gripe suína, os relatos de suspeitas, de pessoas contaminadas, de pessoas para  pessoas, e que não tiveram nenhum contato com suínos.

Esta doença no México é um novo tipo de gripe suína?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1do vírus Influenza A. E
ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses européias e asiáticas.

O quanto as pessoas devem se preocupar?
A OMS afirma que ainda é muito cedo para lidar com a situação como se ela fosse o início de uma pandemia. Entretanto, o risco existe e a evolução dos casos está sendo acompanhada de perto por especialistas.

Posso consumir Carne Suína? Não há nenhum risco do consumo de carne  suína.
Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos. Cozinhar a carne de porco a 71 graus Celsius mata o vírus da gripe suína, assim como outros vírus e bactérias.


RECOMENDAÇÕES DE BIOSSEGURANÇA PARA SUINOCULTORES.

O National Pork Board dos EUA estão estimulando os suinocultores a aumentarem os planos de biossegurança de suas granjas por causa da nova cepa do vírus da influenza suína tipo H1N1 relatada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. O vírus é único e não havia ainda sido detectado no rebanho suíno americano.
 
Até agora, não foram encontrados suínos infectados ou doentes por causa deste vírus. No entanto, por ser um vírus novo, o National Pork Board está solicitando que os produtores tomem precauções adicionais para proteger os trabalhadores e animais do setor.
 
Para evitar a introdução da nova cepa do vírus da influenza suína tipo H1N1 em sua granja, siga as boas práticas de biossegurança. Como já foi relatado que pessoas ficaram doentes por causa deste vírus, garanta que suas práticas de biossegurança enfatizem especialmente a proteção de seus animais e funcionários, monitorando todas as pessoas que têm acesso à sua granja.
 
Leve em consideração as seguintes práticas:

  1. Estabelecer, implementar e impor políticas rígidas de licença de saúde para funcionários que apresentem sintomas semelhantes à gripe, como febre, tosse, dores no corpo e, às vezes, vômitos e diarréia.

 

  1. Implementar medidas de biossegurança para funcionários que relatarem viagem internacional.  

 

  1. Limitar visitas a granjas  ( proibida a entrada de visitantes na  granja )

 

  1. Seguir outras práticas comumente aceitas de biossegurança, como:

Se você observar, ou se os funcionários relatarem, doença respiratória nos suínos, entre imediatamente em contato com um veterinário especialista em suínos, especialmente se o surgimento da doença for incomum. Se considerar necessário, o veterinário pode solicitar que amostras sejam coletadas de animais e enviadas a um laboratório de diagnóstico veterinário.
 
Se funcionários coletarem as amostras, exija que usem equipamento de proteção individual, como respirador N95, luvas e óculos de segurança.
 
Fale com o seu veterinário se forem relatados ou observados sintomas de gripe em qualquer pessoa que tenha ou teve contato com os seus animais e relate o fato ao enviar as amostras para o laboratório de diagnóstico

Além dos cuidados acima relatados. Lembre-se quanto menos visitas, ou pessoas estranhas,  tivermos dentro das granjas, tanto melhor. Não deixar funcionários, com gripe, e ou sintomas de gripe, continuarem trabalhando. O ideal seria funcionários usarem mascaras “ filtros “ para diminuir o risco de contaminação. Vacinar os funcionários e pessoas que tenham contato com os animais, com a vacina de gripe humana, normal, pois sabemos que as pessoas vacinadas, que contraíram a gripe tiveram uma  recuperação mais rápida.

 

Recomendamos ainda adotar um programa de vacinação dos suínos, (emergencial ) como segue abaixo:

 

Pneumonia / Mycoplasma

Matrizes e Reprodutores ( 2 ml )

1ª dose imediatamente e 2ª dose 21 dias após. ( repetir uma dose a cada 6 meses )

Leitões : animais que serão destinados ao abate ( 1 ml )

1ª dose aos 7 dias de idade e reforço aos 28 dias

Animais de reposição do plantel, que já tomaram as  duas doses quando leitões, deverão tomar uma dose a cada 6 meses. ( 2 ml )

 

Haemphilus / Pasteurella / APP

Matrizes e Reprodutores ( 2 ml )

1ª dose imediatamente e repetir a cada 6 meses.

Leitões : animais que serão destinados ao abate ( 2 ml )

1ª dose aos 10 dias de idade e reforço aos 40 dias

Animais de reposição do plantel, que já tomaram as duas doses quando leitões. Deverão tomar uma dose a cada 6 meses ( 2 ml )

 

JAMAIS;  vacinar animais nos últimos 30 dias que antecedem ao ABATE.

 

Observar com atenção as recomendações de conservação, transporte e aplicação das vacinas, recomendadas pelos fabricantes.

 

Ter sempre disponível no momento da vacinação, medicamentos como: Epinefrina, ou Sulfato de Atropina, que deverão ser utilizados, no caso de choque anfilático.

 

Atenção: esta sugestão e para aplicação de urgência, no momento; mas chame seu veterinário responsável da sua granja, e discuta com ele e elabore um programa de vacinas especificas, para cada granja, cada região.

 

Programa de vacinas NÃO É UMA RECEITA DE “BOLO”  que atenda a todas as granjas, quem vai definir o programa a ser adotado é o seu veterinário, assistente técnico.

 


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