15/11/2006 – Semiramis Afonso Martins   Brasília – DF

É possível que animais, alojados e tratados convenientemente, são mais produtivos?

 

Amiga Semiramis, É evidente que os suínos são animais extremamente sociais, desde o nascimento, mamam todos juntos, e são acostumados a se alimentarem, por toda a vida, sempre todos ao mesmo momento. E sabe-se que precisam de tranqüilidade, ambiente confortável, baias limpas, secas, alimentação balanceada, e manejados com cuidado, com carinho.  Da mesma forma, matrizes e reprodutores devem ser manejados com todos os cuidados que os programas de manejo moderno recomendam.

 

Estudos recentes desenvolvidos em universidades européias e norte-americanas, indicam que o bem-estar animal significa melhor alimento para os seres humanos. Bom acolhimento ao nascer, ambiente e alimentação adequados ao longo da vida, transporte confortável, e abate sem sofrimento, são as novas regras da produção animal.

 

Um animal estressado, que sofre muito, desenvolve elementos químicos que fazem mal, não somente a eles mesmos, como a que se alimenta da sua carne. Informam os manuais de veterinária de longa data. Um animal mantido em condição de stress, transportado sem cuidados, e abatido com muito sofrimento, tem uma qualidade de carne muito pior, e de péssima conservação, pós-abate.

 

Esta prática, agora, com os avanços da engenharia de alimentos e das práticas de melhoria genética,  está ganhando espaço entre os públicos produtor e consumidor. Mercados internacionais, por exemplo, estão inspecionando granjas produtoras para avaliar justamente este quesito importante. E o consumidor brasileiro está tomando conhecimento e preferindo animais com garantia de sanidade animal e criado em condições adequadas de mínimo stress.

 

Uma destas práticas é a de boa acolhida e conforto de bebê-suíno, no seu nascimento.  Até pouco tempo, produtores desavisados lavavam o leitão recém-nascido para tirar-lhe a gosma em que vinha envolvido do útero materno, sem saber que ela o protegia do frio e das intempéries nos primeiros momentos da vida. Como conseqüência deixavam-no exposto, não só a temperatura estranha, mas também aos germes e infecções que cercam o ambiente novo para ele.

 

Atualmente ao leitão nascer, enxugamos vigorosamente a sua cabeça, principalmente, o focinho; para tirar resíduos e líquidos que estiver na sua boca e garganta, segurando o leitão  pelas patas traseiras,  e amarramos, cortamos e desinfetamos o umbigo, e a seguir colocamos o mesmo em uma balde plástico cheio de calcáreo calcítico, e aproveitamos que o leitão está úmido com líquidos do parto e passamos este calcáreo pelo seu corpo, ( ficará um leitão a milanesa ), este pó secante, protegerá o leitão não permitindo que a sua temperatura caia muito rapidamente. Manter o ambiente limpo seco, aquecido, para o maior conforto do leitão e da matriz ( veja nos informativos técnicos, sobre partos;  manejo reprodutivo;   manejo até a desmama  ).

 

Lembre-se que animais mantidos sob condições stressantes, tem baixa imunidade e mais sujeitos a doenças e baixo desempenho.

 

Veja na nossa página: ( assuntos sobre bem-estar animal )

 

 

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  25       Interação Psicológica

  37       Stress

192       Conforto Térmico

222       10 motivos para incluir a carne suína . . . .

 

Mercado

 

70  - Colesterol, história mal contada.

73  - A imagem é fundamental

 

Semiramis, acreditamos que os assuntos acima poderão lhe ajudar, na sua pesquisa, para o trabalho de sua faculdade.


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